segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

O que se sabe sobre acidente de helicóptero que matou Ricardo Boechat

BBC Brasil

O jornalista Ricardo Boechat, de 66 anos, morreu em um acidente de helicóptero nesta segunda-feira, em São Paulo. A queda também vitimou o piloto da aeronave, Ronaldo Quattrucci.

Boechat voltava de um evento em Campinas, a cerca de 100 km da capital paulista, quando a aeronave em que estava fez um pouso de emergência no km 7 do Rodoanel, na Grande São Paulo, e foi atingida por um caminhão.

No evento, voltado para funcionários da empresa farmacêutica Libbs, o jornalista participou de uma conversa com o presidente da companhia, Alcebíades de Mendonça Athayde Junior. 

O Capitão Augusto Paiva, da Polícia Militar Rodoviária de São Paulo, disse que o caminhão tinha acabado de passar pelo pedágio pela faixa do Sem Parar quando atingiu a aeronave.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o motorista da carreta foi socorrido com ferimentos leves por uma equipe da própria concessionária que administra a via.

No momento em que o resgate chegou, os bombeiros apagaram o fogo do helicóptero e bloquearam o trânsito da rodovia. O local continua fechado para o tráfego e está sendo analisado pela perícia da Polícia Civil e da Aeronáutica.

A aeronave

Também segundo os bombeiros, a aeronave onde estava Boechat era do modelo BELL 206B, com o prefixo PT-HPG. A empresa proprietária do equipamento é a RQ Serviços Aéreos Especializados, da qual Quattrucci era um dos donos.

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o helicóptero estava em situação regular, com o Certificado de Aeronavegabilidade (CA) válido até maio de 2023 e a Inspeção Anual de Manutenção em dia até maio de 2019. O equipamento tinha capacidade máxima de quatro passageiros mais a tripulação.

Ainda segundo a Anac, as investigações sobre as causas do acidente estão sendo conduzidas pelo Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (SERIPA IV), do Comando da Aeronáutica.

De acordo com a Força Área Brasileira, a primeira etapa do processo de investigação é coletar dados - tirar fotografias da cena do acidente, retirar partes da aeronave para análise, reunir documentos e ouvir relatos de testemunhas.

Além de determinar as causas, o objetivo, segundo a FAB, é evitar que novos acidentes do tipo ocorram.

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