sábado, 9 de fevereiro de 2019

No hora do pega-pra-capar, Lula está com a revolução venezuelana e Mujica com o imperialismo

Breno Altman

NA HORA DA COBRA FUMAR

Muita gente de esquerda adora Pepe Mujica e faz cara feia para Lula.

O uruguaio, afinal, abraça temas modernos, vive como um monge e discursa como se fosse filósofo. Teve uma vida heróica e chegou ao governo pedalando uma bicicleta.

O brasileiro é um pragmático. Sua comunicação é popular e seu estilo conciliador. Submetido a uma formidável guerra midiática, sua imagem não tem o franciscanismo do vizinho.

Mas na hora mais dramática da América Latina, em curso o golpe de Estado contra a Venezuela e sob ameaça de intervenção do imperialismo, ambos mostraram suas posições de princípio.

Lula defende a legitimidade do governo Maduro, se opõe ao golpismo e cerra fileiras na autodeterminação da revolução bolivariana.

Mujica fica ao lado da União Europeia, pede novas eleições e só falta equiparar a aliança entre o golpismo e o imperialismo com o chavismo sob o comando do atual presidente venezuelano.

É para se pensar...

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